RD Congo: sobe para mais de 1,9 mil mortes por surto de ebola – Opera Mundi

Compartilhe:


O governo da República Democrática do Congo confirmou no domingo (09/08) que o número de mortos pela epidemia de ebola subiu para mais de 1.900 pessoas. As autoridades de saúde registraram mais de 4 mil casos acumulados desde a declaração do surto em 15 de maio, com uma taxa de letalidade de cerca de quarenta e cinco por cento.

A província de Ituri continua sendo o epicentro absoluto da crise de saúde, concentrando mais da metade das infecções relatadas no território nacional. Equipes médicas estão realizando rastreamento de contatos e isolamento de pacientes nas áreas hospitalares, buscando conter a disseminação do vírus hemorrágico para outras cidades vizinhas.

Tudo que a grande mídia não mostra, do seu jeito.

Ícone Newsletter

Newsletter

Notícias internacionais, com análise crítica e independente. Sem filtros.

Ícone WhatsApp

Canal do WhatsApp

O mundo em movimento direto no seu celular.


Siga!

Ícone YouTube

OM no YouTube

Opinião, contexto e coragem jornalística. Tudo no nosso canal.


Sintonize!

Relatórios da Organização Mundial da Saúde alertam que essa contingência corresponde à cepa Bundibugyo, uma variante extremamente agressiva que não possui tratamento biológico nem vacina autorizada. A velocidade de transmissão faz desse evento epidemiológico um dos mais graves registrados na história recente do continente africano.

O governo da República Democrática do Congo confirmou que o número de mortos pela epidemia de ebola subiu para mais de 1.900 pessoas
Wikimedia Commons/Ethleen Lloyd

Mais lidas

Setores sociais e instituições populares denunciam que a precariedade das infraestruturas de saúde pública e o saque histórico de recursos dificultam a resposta abrangente à emergência de saúde. Porta-vozes da comunidade exigem a chegada de suprimentos médicos urgentes e ajuda humanitária sem qualquer tipo de condição geopolítica ou tutela externa.

A saturação de centros de saúde regionais impacta severamente as famílias trabalhadoras, que não têm acesso garantido a água básica e serviços de saneamento. Organizações populares estão se mobilizando nas áreas afetadas para disseminar protocolos preventivos de biossegurança e coordenar o controle epidemiológico comunitário.

As brigadas médicas e os comitês locais de saúde manterão trabalho permanente de monitoramento nas províncias comprometidas em conter a propagação do vírus. A comunidade internacional permanece atenta à evolução do surto, enquanto movimentos populares exigem o fortalecimento soberano dos sistemas públicos de cuidado.



Fonte: Opera Mundi

Outras Notícias

Domínio Global Consultoria Web